sábado, 10 de março de 2012

Apenas sei

Não serei tola de dizer que não te quero em minha cama,
Não serei boba de dizer que você é o único que quero por lá,
Não vou dizer que todos esses anos foram fruto da minha imaginação.


Serei forte e não te aceitarei de volta,
Serei firme e não repetirei os mesmos erros,
Te darei apenas bons conselhos para que vá em paz.


Ninguém acredita nisso, talvez nem eu mesma,
Mas eu sei que é exatamente isso o que vai acontecer,
Assim como eu sabia que nossos caminhos se cruzariam mais uma vez.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Ela preferiu o lado sombrio

Ela nunca quis ser a princesa no alto da torre
Ela queria apenas fugir daquele conto de fadas enfadonho,
Viver suas próprias escolhas, errar se preciso.

E assim ela assumiu as rédeas do seu destino e viveu feliz por um tempo
Mas não podia ser pra sempre, ela perdera esse direito.
Ela aceitou as condições estabelecidas para a sua liberdade e seguiu sua jornada

Mas um dia ela soube que sua cabeça estava a premio
Ela descobriu que por rejeitar o patético final feliz decretado, tornara-se a bruxa verruguenta,
Aquela de quem todos preferiam manter distancia

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Lixo verbal


De repente ela não sabia o que escrever,
De repente tudo era um lixo,
De repente aquele prazer de transcrever suas angustias em versos tinha acabado.
Faltava inspiração, faltava sofrimento, faltava amor.
Faltava ódio, faltava mágoa, faltava paixão.

Não foram apenas sonhos que se perderam naquela noite de maio.
Por que criar um soneto quando se pode “tuitar” seu estado de espirito?
Por que elaborar um texto quando se podia jogar uma indireta no facebook?
De repente ela não sabia o que escrever
De repente isso tinha se tornado ainda mais desnecessário.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Será (não é a musica de Legião Urbana)

Será que existe mesmo uma única pessoa destinada a amar e completar outra?
Será que a alma gêmea é mais que uma lenda?
Será o destino maior que o livre arbítrio?

E se, de fato existir, seria você minha metade?
Você, o visitante dos meus pensamentos?
Aquele que trouxe uma estranha calmaria?

Será o verdadeiro amor esse, tão fraternal?
Será esse o segredo? Companheirismo?
Ou será que tudo isso servirá apenas como recheio desse poema?

Como viverei longe das guerras provocadas pela paixão?
Como se pode controlar um incêndio sem matá-lo?
O que trará o futuro? E se fosse amor, eu não saberia?

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Isso não é um poema

Quando você partiu, demorou um longo tempo até que eu me acostumasse com as lembranças espalhadas ao sabor do vento, e toda noite tua lembrança vinha me ninar. Depois de um tempo passei a notar que não eram as lembranças mais bonitas que vinham primeiro, apenas aquelas em que havia muito suor e pouca roupa. Mas bastava, ainda era o suficiente.
E quando me perguntavam sobre teu retorno, bem lá no fundo te imaginava com as malas nas mãos, voltando pra ficar, mesmo que da minha boca só saísse: É definitivo, não haverá retorno algum! E assim os dias se arrastavam, teus sinais de fumaça chegavam dia após dia e era como se isso me bastasse.
De repente o homem nú das minhas lembranças foi se tornando cada dia menos significante, como se nunca eu o tivesse conhecido de fato, e quando pude enfim te ver de novo, sem o ódio do abandono, vi que não restava mais nada, aquele turbilhão de emoções e sentimentos que só você sabia ligar dentro de mim havia desaparecido por inteiro, quando ouvi de novo a pergunta que me fazia te ver voltando pra mesma casa antes tão vazia e pronunciei a mesma resposta ensaiada e pela primeira vez na minha vida, ela não era mais uma mentira.
Nunca desprezei tanto o sentimento de liberdade, nunca me aborreci tanto por ter o que queria, nunca desejei tanto mentir pra mim mesma. Foram dias de choro, musicas de gosto duvidoso e, claro, xingamento a coisas triviais.
Pela primeira vez em anos eu não sofria a sua falta, mesmo grande parte de mim querendo lamenta-la, apenas pra me sentir humana mais uma vez...

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Estatristica

Vários dias se passaram e aquela velha angustia se perpetuava,
Agonia conhecida de tão longa data que já podia se dizer íntima,
Tudo baseado em suspeitas, suspeitas essas que nunca haviam falhado

Mas dessa vez, havia algo diferente,
Havia uma enorme vontade de achar um simples erro de calculo
Talvez revendo a estatística

Nada! A certeza arrogante permanecia intacta
Não restava alternativa a senão rejeitar a hipótese de que tudo permanecia como era antes
E assim seria....

Assim seria se as coisas do coração fossem validadas por números
Mas felizmente não são.

Então só dessa vez, não custava nada viciar os dados,
E enxergar aquilo que bem entendia, apenas para que o sono voltasse de uma vez.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Felizes por agora



Se hoje te amo é por que não posso

Se agora penso em você todo dia


É por que não pensei antes



E na verdade só te quero por isso

Por ter certeza que é impossível,

Apenas por representares algo irreal



E não pense que digo isso como quem lamenta,

Pelo contrario, exalto só sentir agora

E não outrora, quando podíamos



Não espero que ninguém entenda

Apenas cansei doa amores náufragos

Prefiro agora os platônicos

Os pálidos, frágeis e tísicos amores platônicos

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Quinze Minutos


Certezas que duram quinze minutos,
Certezas que se renovam a cada quinze minutos, ou não.
Bobas certezas, mas ainda sim, certeiras.

Vontades que duram quinze minutos,
E se renovam de vez em quando, ou de vez em sempre.
Impossíveis vontades, ainda sim, vorazes.

Paixões que duram quinze minutos,
E se renovam mais do que deveriam, ou que morrem sem permissão.
Estupidas paixões, ainda sim perfeitas em si mesmas.

Alegria, tristeza, entusiasmo, desanimo, riso, choro,
Coisas que duram quinze minutos naturalmente,
Mas que são renovadas a gosto na receita da vida de cada um.

domingo, 12 de junho de 2011

12/06/2011


Pensei que esse ano acabaria a tradição
De ver sentimentos despedaçados nesse dia.

Mas não seria a mesma coisa
Se você não reaparecesse depois de tantos anos
Só para lembrar de como parti teu coração
O quanto meu amou, e que acabou de vez.

E me lembrar da minha escolha,
De nunca criar raízes,
De sempre achar uma desculpa para partir.

A minha escolha de ter muitas lembranças,
Mas nunca me perder na embriaguez da paixão.

De continuar sendo uma chama,
Que sempre se esvai por qualquer brecha.

Ou de ser uma ventania
Que consegue escapar por entre os dedos.

Nasci para ser o maior amor da vida de vários alguéns
Mas não para ser o ultimo de nenhum deles.

O que posso fazer?
Sou passional demais para me arrepender das minhas decisões
Mas racional o suficiente para questionar
Onde essas mesmas escolhas estão me levando.

domingo, 15 de maio de 2011

Quem importa

Quer saber quem realmente importa? 
Relembre quem estava lá durante todo o percurso.
Quem riu e chorou com você, quem cantou "parabens pra vc" todos os anos. 
Quem odiou seu vestido ou seus brincos e reclamou na mesma hora. 
Quem não te define com o clichê bonita e muito inteligente que já soa falso por ser uma resposta pronta. 
Quem pode te ferir com a sinceridade, mas jamais te matará com mentiras. 
Quem te vê como erva daninha e não como rosa, mas consegue enxergar a beleza disso.
Quem presenciou seus micos mais impagaveis e disse: acontece com todo mundo.
Aquelas pessoas que voce pode passar anos e anos sem trocar uma palavra, um olhar, mas toda vez que você as reencontra parece que so se passaram alguns minutos desde a ultima conversa. 
Quem vc pode conversar pra sempre e o asunto nunca vai acabar. Quem voce pode confiar quando ouvir um elogio e te fazer sentir como é ganhar na loteria nesse momento.
Esses são quem realmente importa pra mim, não procuro pessoas perfeitas pois essas seriam um tédio, procuro pessoas passionais, cheias de defeitos porém vivas!